MDS (Múltiplas Deficiências Sensoriais)

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A múltipla deficiência sensorial (MDS) é a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (mental e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, linguagem e desenvolvimento global) que causam atraso no desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua autossuficiência.

Ela pode estar associada à deficiências como:

DEFICIÊNCIA MENTAL LEVE

É importante identificar e reconhecer os sinais da deficiência mental e do autismo infantil em crianças escolares para que as limitações não se tornem mais penosas e dificultosas no convívio social e escolar.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais (DSM-IV, 1995) da American Psychiatric Association, as características essenciais do retardo mental são:

  • Funcionamento intelectual significativamente inferior à média;
  • Acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em, pelo menos, duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, autossuficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança;
  • O início deve ocorrer antes dos 18 anos (DSM-IV, 1994, p. 39)

De acordo com a CID-10, pessoas com retardo mental leve são capazes de total independência em cuidados próprios, potencialmente capazes de trabalhar em atividades práticas como trabalhos manuais e têm habilidades domésticas.

Reconhecendo a capacidade que o portador de deficiência mental leve possui, busca-se através da inclusão escolar, garantir da melhor maneira possível o desenvolvimento do potencial destes indivíduos em um ambiente que visa transmitir o conhecimento produzido através das gerações à todos os cidadãos, sem exceção.

É importante lembrar que as limitações e dificuldades dos portadores de deficiência mental leve não desaparecerão, mas a inclusão escolar e social poderão facilitar e garantir melhorias na qualidade de vida destes indivíduos.

PARALISIA CEREBRAL

A paralisia cerebral é um conjunto de desordens permanentes que afetam o movimento e postura. Os sintomas ocorrem devido a um distúrbio que acontece durante o desenvolvimento do cérebro, na maioria das vezes antes do nascimento.

Os sinais e sintomas aparecem durante a infância ou pré-escola. Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldade com a deglutição e geralmente tem um desequilíbrio no músculo do olho. A amplitude de movimento pode ser reduzida em várias articulações do corpo, devido à rigidez muscular.

O efeito da paralisia cerebral nas habilidades funcionais varia muito. Algumas pessoas são capazes de caminhar, enquanto outras não são. Algumas pessoas mostram função intelectual normal, ao passo que outras podem apresentar deficiência intelectual. Epilepsia, cegueira ou surdez são condições que podem estar presentes.

Tipo:

  • Paralisia Cerebral Espástica

É caracterizada pela presença de rigidez muscular e dificuldade de movimento. Ocasionada por uma lesão no sistema piramidal, a paralisia cerebral espástica é consequente do nascimento prematuro.

  • Paralisia Cerebral Discinética

A paralisia cerebral discinética se caracteriza por movimentos atípicos e involuntários. É ocasionada por uma lesão do sistema extrapiramidal.

  • Paralisia Cerebral Atáxica

A paralisia cerebral atáxica se caracteriza por uma sensação de desequilíbrio e falta de percepção de profundidade. É ocasionada por uma disfunção no cerebelo.

Causas:

A paralisia cerebral é resultado de uma desordem cerebral que ocorre durante o desenvolvimento fetal ou, raramente por conta de uma lesão cerebral após o parto. Ela está presente no nascimento, embora possa não ser detectada por meses. Na maioria dos casos, a causa da paralisia cerebral desconhecida. Algumas causas possíveis são:

  • Infecções durante a gravidez que podem danificar o desenvolvimento do sistema nervoso do feto;
  • Icterícia grave na criança;
  • Fator Rh incompatível entre mãe e bebê;
  • Trauma físico e metabólico durante o parto;
  • Privação de oxigênio grave para o cérebro ou trauma craniano significativo durante o trabalho de parto.

 

SÍNDROME DE DOWN

A trissomia do cromossomo 21 foi a primeira anomalia cromossômica detectada na espécie humana.

A Síndrome de Down geralmente pode ser diagnosticada ao nascimento ou logo depois, por suas características dismórficas, que variam de paciente, mas apesar disso produzem um fenótipo distinto. Além da deficiência mental, a estatura dos pacientes portadores desta síndrome é baixa e o crânio apresenta braquicefalia, as orelhas são de implantação baixa e de uma aparência dobrada típica e em sua face achatada e arredondada os olhos mostram fendas palpebrais, pregas epicânticas em quase todos os casos. Em cerca de 70% dos casos o nariz é curto e achatado, a boca é pequena e geralmente entreaberta, mostrando a língua fissurada é protrusa.

Aproximadamente a metade dos pacientes apresenta pescoço curto e grosso. No exame do precadio é conveniente investigar a ocorrência de cardiopatias, visto que mais de 40% dos pacientes com síndrome de Down mostram defeitos septais, bem como tetralogia de Fallot (comunicação interventricular) hipertrofia do ventrículo direito, estenose pulmonar e dextroposição da aorta).

Com relação à sobrevida dos portadores da síndrome de Down, devemos assinalar que cerca de três quartos dos conceptos perdem-se por aborto no primeiro trimestre. Os pacientes com menores chances de vida são aqueles com cardiopatias e metade dos pacientes sobrevive mais de 50 anos apesar da senilidade prematura.

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